


Há venues que se admiram. E há outros que, nos primeiros minutos, nos fazem perceber que não estamos perante um lugar comum. O Pestana Palácio do Freixo, à beira do Douro, num dos recantos mais sossegados do Porto, é um desses casos.
Projetado por Nicolau Nasoni em 1742 — o mesmo arquiteto da Torre dos Clérigos e da Sé do Porto — é Monumento Nacional desde 1910 e membro dos The Leading Hotels of the World. Conjuga a escala teatral dos salões de um palácio barroco com cerca de 10.000 m² de jardins de inspiração versalhesca que descem em socalcos até ao rio.
Casar aqui não é escolher um pano de fundo. É escolher a ideia de que o vosso dia merece tudo aquilo que este palácio tem encenado nos últimos três séculos. Da primeira chamada à última dança.
O Palácio foi mandado construir em 1742 pelo arcediago Jerónimo de Távora Noronha Leme Cernache, que confiou o projeto ao arquiteto italiano Nicolau Nasoni — então em pleno processo de redesenhar o skyline do Porto com obras como a Torre dos Clérigos. O resultado mantém-se, nos manuais de arquitetura, como um dos exemplos mais puros do barroco civil português.
A vida do palácio nem sempre foi nobre. No século XIX serviu de fábrica de sabão. Mais tarde, tornou-se destilaria de cereais, até que um incêndio o deixou inutilizável. Seguiram-se cerca de oitenta anos de abandono, com a propriedade à espera, com paciência, de que alguém visse o que ainda lá estava por baixo da ruína.
Esse alguém chegou no fim do século XX — primeiro através de um projeto de restauro conduzido por descendentes dos donos originais, e mais tarde retomado pelo grupo Pestana. Hoje, é a única Pousada urbana desta categoria em Portugal. Se nos perguntarem, isto diz bastante sobre como uma boa ideia, mesmo quando demora, acaba sempre por encontrar o seu momento.
Estamos em Campanhã, na margem norte do Douro, num daqueles pontos do Porto onde o rio decide ser largo. O bairro guarda parte da memória industrial da cidade, com a estação de comboios a um quilómetro do palácio — ligada diretamente ao Sud Express de Madrid, para os convidados que prefiram fazer a viagem de comboio.
A vinte minutos do aeroporto Francisco Sá Carneiro, o palácio fica a dez minutos do centro histórico do Porto (Ribeira, Sé, Clérigos) e a outros dez das caves do vinho do Porto, em Gaia. Tudo o que os vossos convidados queiram fazer na véspera ou no dia seguinte está, literalmente, do outro lado do rio.
Os 10.000 m² de jardins que rodeiam o palácio descem em socalcos até ao Douro, com vistas largas sobre a margem sul. Quem lá fica repara nisto: quando se chega à ala superior, o som da cidade afasta-se por completo.
Há aqui espaço para tudo. Os jardins de inspiração versalhesca são a escolha óbvia para cerimónias ao ar livre — até cerca de 200 convidados, com o Douro como pano de fundo, numa luz que, francamente, se fotografa sozinha. Os salões nobres no interior do palácio, de tetos altos e ornamentação barroca original, recebem jantares sentados até 240, com um plano B integrado para os meses em que o tempo decide pôr-nos à prova.
Para grupos mais pequenos, os terraços panorâmicos sobre o rio funcionam lindamente para cocktails ao pôr do sol. Não há capela no local, pelo que as cerimónias católicas se coordenam nas igrejas do Porto — Lapa, Clérigos, Carmo, Santa Clara. Em todos os casos, a logística de circular entre palácio e igreja fica connosco, com calma e sem stress.
O getting ready, aqui, não tem de sair do edifício: o spa do hotel oferece hammam, sauna, piscina interior aquecida e uma piscina infinita debruçada sobre o Douro. As fotografias da manhã terão um cenário difícil de bater.
Já coordenámos vários casamentos aqui. Conhecemos o ritmo da equipa do palácio, os ângulos certos de cada espaço ao longo do dia e os truques para os momentos em que o vento decide aparecer. Pop the question. Nós tratamos do resto.
Organizámos vários casamentos aqui — a maioria com casais vindos do estrangeiro. A maior parte do trabalho não está no que se vê no dia: está em garantir que os convidados que chegam dos Estados Unidos, do Reino Unido ou do Brasil têm transfers do aeroporto ou da estação de Campanhã, e que o room block está alocado de forma a que a casa de banho da suíte da noiva não acabe como vestiário da família alargada. Há também o lado cultural. Entregámos vários casamentos multiculturais neste venue — indianos, sino-portugueses, sino-britânicos — e conhecemos bem os ajustes necessários: catering à medida coordenado com a cozinha do palácio, montagem do mandap nos jardins, sequenciamento da cerimónia hindu adaptado ao espaço, o transporte do livro sagrado nas cerimónias sikh. Não inventamos protocolos. Trabalhamos com pandits, oficiantes e fornecedores especializados que já conhecem este palácio.
E depois há o lado aborrecido mas essencial: a papelada da cerimónia civil, a licença da Câmara para o fogo de artifício sobre o Douro, o sound curfew negociado caso a caso, a coordenação com as igrejas do centro do Porto para a parte religiosa. Tratamos de tudo isto em português, para que mais ninguém tenha de aprender o vocabulário burocrático que ninguém devia ter de aprender. Da primeira chamada à última dança.
Os salões nobres no interior do palácio sentam até 240 convidados para jantar. Os jardins ao ar livre recebem cerimónias até cerca de 200, com um plano B coberto para os meses em que o tempo decide pôr-nos à prova.
O palácio fica em Campanhã, na margem norte do Douro, a 20 minutos do aeroporto Francisco Sá Carneiro e a 10 minutos do centro histórico do Porto. A estação de Campanhã fica a um quilómetro, com ligação direta ao Sud Express de Madrid.
Foi mandado construir em 1742 pelo arcediago Jerónimo de Távora Noronha, com o projeto confiado a Nicolau Nasoni — o mesmo arquiteto da Torre dos Clérigos. Monumento Nacional desde 1910, é hoje a única Pousada urbana desta categoria em Portugal e membro dos The Leading Hotels of the World.
As cerimónias civis e simbólicas acontecem no próprio venue — nos jardins, nos salões nobres ou nos terraços sobre o rio. Para cerimónias católicas, coordenamos nas igrejas centrais do Porto (Lapa, Clérigos, Carmo, Santa Clara) e tratamos da logística de circular entre igreja e palácio.
Sim, 87 quartos e suítes no próprio palácio, muitos com vista de Douro. Aloja o grupo principal do casamento; a Mary Me coordena blocos adicionais no centro do Porto para grupos maiores.
As datas premium (maio a outubro, fins de semana) pedem 18 a 24 meses. Para meses de ombro ou a meio da semana, 12 meses podem chegar. A Mary Me tem acesso direto ao calendário do palácio e consegue acelerar conversas.
Sim, o ano todo. O inverno no Porto tem um caráter próprio — chuvoso, mas com uma luz cinzenta que torna os salões do palácio particularmente cinematográficos.
Caso a caso, com licença da Câmara. A Mary Me trata do pedido e da coordenação com as autoridades municipais. O Douro como pano de fundo dá ao momento uma dimensão que compensa a coordenação extra.