


Há venues construídos para casamentos, e venues que sempre ali estiveram, à espera. O Solar da Levada é o segundo: um solar de 1710 em Prozelo, no coração do Minho, que é a casa-mãe de toda uma família de espaços — incluindo o seu irmão mais vistoso, o Lago dos Cisnes, mesmo ao lado.
Mas o Solar tem o que o irmão não tem: raízes. O salão principal foi construído nas ruínas do antigo solar, com janelas amplas a abrir sobre os jardins. À volta há lagos, fontes, cascatas, um terraço para os verões e uma pequena capela que pertence à própria casa. É clássico sem ser solene, requintado sem ser rígido.
Para quem quer o conto de fadas com história verdadeira por baixo, o Solar é a escolha. Quanto a nós, é a alma mais antiga do grupo.
O Solar da Levada remonta a 1710 — uma casa senhorial minhota, uma das muitas que pontuam a região de Amares, com a arquitetura tradicional portuguesa que define o norte rural. Durante gerações foi o que era: uma propriedade de família, com a sua capela, os seus jardins e as suas águas, num vale onde a água nunca falta.
A reinvenção como venue de casamentos fez-se sem apagar a origem. O gesto mais inteligente foi o salão principal: em vez de demolir o que restava do solar, ergueu-se o salão dentro das próprias ruínas, deixando a pedra antiga conversar com as janelas contemporâneas. É essa tensão entre o que ficou e o que se acrescentou que dá ao Solar o seu caráter.
Hoje, o Solar da Levada e o Lago dos Cisnes funcionam como dois cenários distintos da mesma casa, partilhando equipa e planeamento mas oferecendo experiências diferentes. Se nos perguntarem, o Solar é a versão para quem prefere a elegância enraizada ao espetáculo — e ambos têm o seu lugar.
Estamos em Prozelo, na freguesia de Amares, no Minho, às portas do Parque Nacional da Peneda-Gerês — a região mais verde e húmida de Portugal, onde os jardins crescem com uma exuberância impossível mais a sul. É o mesmo vale do Lago dos Cisnes e a poucos minutos da Pousada Mosteiro de Amares, o que abre a possibilidade rara de um fim de semana multi-venue.
A vinte e cinco minutos fica Braga, uma das cidades mais antigas de Portugal, com o seu centro barroco e o santuário do Bom Jesus do Monte. O aeroporto Francisco Sá Carneiro, no Porto, fica a menos de uma hora, o que torna o Solar acessível para um grupo internacional sem perder o sossego rural.
À volta está o Gerês para um day-after de trilhos e cascatas, Guimarães a meia hora, e o Porto e o Douro a curta viagem. O Solar é uma base discreta para um destination wedding que quer o Minho genuíno, longe das rotas batidas.
O grande trunfo do Solar é a versatilidade dentro de uma casa com história. As cerimónias civis e simbólicas acontecem nos jardins, entre os lagos e as fontes; e — ao contrário dos venues vizinhos — há uma capela própria no solar para quem quer uma cerimónia religiosa sem sair da propriedade. O cocktail vive nos jardins e no terraço, com as cascatas e os espelhos de água a darem à sessão de fotografias um cenário que dispensa decoração.
O jantar e a festa acontecem no salão principal, construído nas ruínas do antigo solar, com as suas janelas amplas sobre os jardins — e, para os meses de chuva do Minho, há a tenda acrílica que guarda a luz sem ficar refém do tempo. A propriedade recebe um evento de cada vez, pelo que a casa, os jardins e a capela são inteiramente vossos durante todo o casamento.
É um venue que funciona tanto para uma celebração íntima como para um grupo maior, sempre com aquela sensação de casa privada que os alugueres de salão nunca conseguem fingir. A escala é deliberadamente humana.
Conhecemos esta casa e a equipa do grupo, e os ângulos certos dos jardins ao longo do dia. Pop the question. Nós tratamos do resto.
Conhecemos bem esta casa. Coordenámos casamentos no Solar da Levada e por todo o grupo, e essa familiaridade conta — porque a maioria dos casais que escolhe esta propriedade vem do estrangeiro, atraída pelas imagens, sem nunca ter posto os pés no Minho. A primeira coisa que fazemos é tirar-lhes essa incerteza das mãos. Tratamos dos transfers do aeroporto do Porto até Amares, da alocação dos room blocks entre a Pousada Mosteiro de Amares (a 15 minutos) e os hotéis de Braga, e do faseamento das chegadas. E há a vantagem multi-venue: o Solar e o Lago dos Cisnes partilham o recinto, e a Pousada fica mesmo ao lado, o que nos deixa desenhar um fim de semana com mais do que um cenário. Os jardins acolhem ainda outras tradições — um mandap, uma cerimónia espiritual junto à água — com os fornecedores certos.
E há a parte prática: a capela do solar para a cerimónia católica (com a ligação à paróquia para validade civil), a licença da Câmara de Amares para o fogo, o sound curfew numa propriedade isolada e toda a papelada do civil tratada em português. Para quem fica, desenhamos o day-after no Gerês ou em Guimarães. Da primeira chamada à última dança.